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    terça-feira, 6 de abril de 2010

    Para Gurgel, eleição indireta é desculpa para evitar intervenção

    A onze dias da eleição indireta para o governo do Distrito Federal, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, considera que o pleito é uma tentativa de enfraquecer o pedido de intervenção federal feito pela Procuradoria-Geral da República. Mas, para ele, a normalidade que tem-se procurado dar às instituições se limita à superficialidade. “Continuamos com problemas graves.”, segundo informações da Agência Brasil.
    “A ideia das eleições procura enfraquecer o pedido de intervenção, mas, na minha visão, apenas fortalece, porque coloca em pauta o tema do colégio eleitoral. Boa parte dos que fazem parte do colégio eleitoral está envolvida no esquema de corrupção”, disse. “Com esses eleitores, que governo terá o Distrito Federal?”, completou.
    A eleição indireta para escolha do substituto do ex-governador José Roberto Arruda e do ex-vice Paulo Octávio está marcada para o dia 17. Amanhã (7) termina o prazo para apresentação de candidaturas. Até o momento, não há chapas inscritas oficialmente na Mesa Diretora da Câmara Legislativa.

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